23 de setembro de 2020

Headhunter, Thrash Massacre e Metralion (RJ), 1989

 

A capa do álbum “A Mosh in Brazil”, que possuo uma cópia usada e autografada, faz uma alusão ao público em shows, e foi o começo de um diálogo com Roberto, baterista da banda:

"Essa capa ficou muito boa. Foi o desenhista da Rock Brigade que fez, J. A. Torquato, que, na época, era um moleque metaleiro como nós. O clima era outro e muito melhor e não é saudosismo,” disse.

Salvador, 1989. Ávido por shows, Estevam, da loja Maniac, entrou em contato com Antônio Pirani, da revista Rock Brigade, que lhe indicou o Metralion, que possuía dois álbuns - “Quo Vadis”, e o, à época, lançado, “A Mosh in Brazil”. Banda com boa repercussão na cena carioca.

Havia dificuldades na realização de eventos com bandas de outros estados. Era tudo muito caro, mas a vontade e experiência, ao vivo e a cores, dos shows, superava tudo. Lord Vlad (v/b da Malefactor), como público, ressaltou ainda que, apesar dessas dificuldades, essa foi a fase em que mais bandas fora da Bahia tocaram em terras soteropolitanas: “vi Metralion, P.U.S., Overdose, Cólera, Taurus... Tudo na mesma época.” Foi nesse contexto que a banda convidada, com Roberto (d), Rica (v), JP (b) e Alex Cavalcanti (g) na sua formação, teve Salvador agendada na turnê "Mega Moshin".

Já em terras soteropolitanas, a banda passou por um episódio com skinheads - nada grave, proveniente de uma rixa que existia com headbangers e era comum naqueles tempos... Cheguei a temer possíveis confusões em alguns shows, no início dos anos 90, mas já eram bem menores as incidências...

Na noite de 03 de junho, no Teatro de Nazaré, o palco foi tomado pelo público. Todo mundo queria participar, mosh, stage diving, agitar com os músicos, era tudo muito intenso. Apresentaram-se as bandas Headhunter, Thrash Massacre e Metralion. Esse show eu perdi. 



Cartaz do show, arquivo @90underbahia.