Luciano Penelu, da banda Erasy, comenta um pouco sobre o
momento atual e o novo álbum, que será lançado digitalmente no próximo dia 22
de maio. Doom on!
Concluímos as gravações do nosso novo disco no final do ano
passado. Já contávamos com as dificuldades triviais da cena: distribuição,
lançamento, etc. Tínhamos uma data para tocar em Salvador no começo de Abril.
Uma data em Maio em Feira, com Nervochaos. Cogitávamos uma mini tour de
lançamento, negociávamos umas datas em São Paulo para o meio do ano. Seguíamos
planejando.
Então, veio a pandemia. E veio avassaladora. Tudo ficou em
suspensão e passamos a buscar maneiras de prosseguir com o lançamento - afinal,
o disco está pronto, e ficar com ele engavetado não nos pareceu uma boa ideia. Decidimos lançar digitalmente, e já temos uma data: 22 de
maio. O lançamento físico deve ocorrer no segundo semestre, e sairá por quatro
selos, baianos e nacionais.
Tocar ao vivo, e mesmo ensaiar, parece agora uma realidade
muito distante. Como ninguém tem certeza de nada, não estamos fazendo planos
neste sentido. Esperamos, sim, que tudo isto passe, e que a vida (e o
underground é parte substancial de nossas vidas) retome um curso mais ou menos
normal o quanto antes.
Nosso novo disco, “Some nice flowers”, foi composto e
gravado com muito esmero. Chegamos ao peso e à visceralidade que gostaríamos de
atingir, e contamos com o apoio e o profissionalismo de André T para tanto. A
experiência de gravar com ele, de discutir timbres e sonoridades e de utilizar
algo do seu incrível conhecimento musical foi ímpar e engrandecedora. Contamos
também com a participação de Edmar Oliveira da The Crypt em uma das faixas do
disco, e essa também foi uma ótima experiência.
As composições deste disco falam da existência humana, de
como ela pode ser vista por ângulos diferentes a depender do observador, de
como ela pode ser terrível e bela ao mesmo tempo, um fardo ou uma dádiva, obra
do acaso ou do destino. A arte do disco ficou a cargo do grande Alcides Burn,
que conseguiu capturar muito bem as referências que utilizamos.
Agora, o foco é lançar o disco e, assim que possível, voltar
a ensaiar e preparar um show de lançamento impactante. O disco, para mim, é um
marco na nossa trajetória, e, ao vivo, deverá ser executado da mesma maneira,
visceral e intenso. Por enquanto, é
tentar conter a ansiedade. Sigamos pelo caminho da perdição, enquanto é
possível!






