26 de abril de 2020

Sobre o documentário "Pesado"

Conheci Wilfred Gadêlha no @dopesmokefestival , 2019, ao vivo & a cores, e entrei em contato com ele a fim de saber a quantas anda o documentário "Pesado" em meio à pandemia...


Por Wilfred Gadêlha *


O documentário Pesado - Que Som É Esse Que Vem de Pernambuco foi produzido entre 2016 e 2017 com financiamento do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), ligado ao governo do Estado. O filme de 100 minutos foi dirigido por Leo Crivellare e com roteiro e argumento meus e produção da Jaraguá Produções.

Estreamos em outubro de 2017, na mostra Play The Movie, no Cinema do Museu, da Fundação Joaquim Nabuco, com casa lotada. Também participamos de outros festivais e mostras, como a Sacoleja (onde lotamos os quase mil assentos do tradicional Cinema São Luiz, no Recife), Mostra Canavial (Goiana, Pernambuco), Monsters of Metal (Belo Horizonte), Mostra Pajeú de Cinema (Afogados da Ingazeira-PE), In-Edit (São Paulo), Mimo (Olinda-PE) e Festival de Cinema de Caruaru, onde recebemos a menção honrosa de melhor filme. Também tivemos duas exibições na Rede Globo Nordeste e TV Pernambuco.

Um pedido antigo de quem viu e até de quem não viu, o DVD foi viabilizado por meio de uma campanha de financiamento coletivo, com produção da Pesado Filmes e colaboração dos selos Your Poison Records e Óliver Discos. Foram 500 cópias, das quais 116 exclusivas para os colaboradores. Fizemos dois lançamentos: no Recife, em 25 de janeiro, com exibição do filme e shows de Realidade Encoberta, Pandemmy e Pesado DJ SET (projeto de discotecagem que integro), e em Caruaru, em 8 de fevereiro, com shows de Snake Blood e Storms e apresentação do Pesado DJ SET.

O tempo entre a finalização da campanha e a produção dos DVDs terminou sendo um problema, pois a fábrica que produziu o material fica em Minas Gerais e foi prejudicada pelas fortes chuvas de janeiro e fevereiro. Só realmente iniciamos a enviar os DVDs após o Carnaval e, pouco tempo depois, fomos pegos pela pandemia. Então, sim, o corona nos prejudicou muito, uma vez que a maioria dos DVDs são enviados pelos Correios e isso implicaria em saídas sistemáticas. Como integro grupos de risco da doença, suspendi os envios por pouco mais de um mês. Retomei na semana passada e já estamos com 95% dos DVDs e recompensas (camisa, livro Pesado - Origem e Consolidação do Metal em Pernambuco e cards) já nas mãos dos colaboradores. Isso é muito bom. Por outro lado, outros produtos que previmos, como uma camisa especial com tiragem limitada e bottons, estão em pause - os bottons até estão prontos, mas acreditamos que melhor segurar mais um pouco.

Agora, estamos em outra fase: a da venda dos DVDs apenas, sem as recompensas. Para driblar o problema da falta de shows (onde eu contava com a venda de DVDs), tenho trabalhado muito na divulgação via redes sociais, seja por meio de publicações seja com a realização e participação de lives. Tenho restringido a ida aos Correios a uma vez por semana.  

Foto: Hugo Muniz.

Sobre o que vai vir por aí, ainda é uma incógnita. Acredito que devemos seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde e das autoridades sanitárias que adotaram essas medidas de restrição.  Show é aglomeração de pessoas e isso é um vetor importante para a contaminação. Há teses de que os shows possam voltar a acontecer, mas de maneira diferente: com limitação de público, adequação às normas sanitárias, em locais abertos. Mas qualquer opinião fora do espectro científico é especulação e pode dar vazão a falsas expectativas ou comportamentos arriscados, como a ingestão de cloroquina e até mesmo detergente, como ocorreu essa semana nos EUA após uma fala irresponsável do presidente Donald Trump. Nada muito diferente do que estamos vivendo aqui, em nível nacional.

Como também integro o mercado do audiovisual, outro bastante atingido pela pandemia, tem sido difícil, mas, por outro lado, a mente se vê “obrigada” a sair da zona de conforto e viabilizar ideias e projetos diferentes e adequados ao momento. Por mais que seja tentador, não é hora de pensar em si próprio, mas sim no coletivo: ficar em casa não protege apenas a você mesmo mas as pessoas que você ama e as que você não conhece.  Então, fica em casa.
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Para adquirir o DVD, basta entrar em contato comigo no e-mail pesadoolivro@gmail.com ou nas redes sociais. 
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Foto: Hugo Muniz.






* Wilfred Gadêlha é jornalista, escritor e roteirista. Como músico, integrou como baterista e vocalista bandas importantes do cenário pernambucano, como Cruor, Câmbio Negro HC, Will2Kill, Dark Fate e Cérbero. Escreveu o livro Pesado - Origem e Consolidação do Metal em Pernambuco (já em sua segunda edição). Também é apresentador do programa de rádio Pesado - Lapada Para Todos os Gostos e tem atuado em projetos audiovisuais em diversas frentes, como pesquisa, roteiro e direção.




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16 de abril de 2020

Ao vivo e a cores, Gabriel, da Dressed to Kill!

Entrei em contato com Gabriel Gonçalves, da Dressed to Kill (Kiss Cover), no mês passado, e lhe pedi um depoimento sobre a sua banda cover e expectativas de ir ver o Kiss, em SP. Tinha reservado o dia de hoje para fazer um post no Instagram - @vivoacores, exatamente um mês antes do show.... Mal sabíamos que a pandemia de Covid-19 chegaria isolando a todos e cancelando e/ou adiando eventos. A princípio, o show está reagendado para 14/NOV, mas, por ora, sabemos que talvez nem role... Segue o depoimento: 

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