11 de março de 2020

Ao vivo e a cores, Jorginho, King Cobra!


Diferente da maioria dos vocalistas, tive uma ascendência contrária, comecei com o autoral e, após um período como baterista (anos 80/90), iniciei como vocalista como uma brincadeira, "imitando" grandes nomes do Metal e Hard Rock mundiais em projetos pequenos e bandas de garagem. Nesse período, entrei como vocalista da banda Gridlock e na fase terminal da banda me juntei a Martin Mendonça (Pitty) pra formar a King Cobra com o intuito de tocar os grandes clássicos do rock mundial nas noites de Salvador, com propósito de fazer grana, já que antes de nós não havia banda cover de clássicos, apenas algumas que tocavam bandas específicas, mas não faziam repertório variado com tema exclusivamente internacional e mais pesado. O aprendizado que se dá tocando por muitas vezes, quatro vezes na semana, é indescritível, aliado a algumas aulas de canto e muitas noites de preparo físico e mental -deteriorados pelo hedonismo dos momentos inesquecíveis, une-se o prazer indizível de poder executar (ao meu modo) todos os meus ídolos vocalistas e ao mesmo tempo subir aos palcos com músicos de minha maior admiração. Nomes como: Dio, Gillian, Hughes, Coverdale, etc..., aliam-se a músicos/amigos que sempre admirei e sonhava em tocar junto, tais como: Oyama Bittencourt, Martin Mendonça, Ricardo Flash, Paulinho Oliveira, Denis Carvalho, Cristiano Macchi, Eduardo Rios, Albertinho Carvalho, e um incontável número de artistas que tive o prazer de fazer uma música ou duas em convites especiais, como Jerry Marlon, Pitty, Adelmo e Alvaro Assmar, Ricardo Primata, Joel Moncorvo, etc... Enfim, viver, mesmo que de fantasia verdadeira, o universo dos aclamados vocalistas de todas as eras douradas do Rock, me parece um sonho que não quero acordar tão cedo e, se depender de mim, o sonho continuará até eu não poder mais sonhar acordado e poder dormir tranquilo em saber que meu sonho, sim, foi realizado!

5 de março de 2020

Estava escrito no jornal, anos 90

@vivoacores
Uma carta enviada, pelo meu pai, a um jornal baiano, nos anos 90. Critica a truculência de seguranças que abusaram do poder agredindo uma parte do público presente, num show do Camisa de Vênus que presenciei, ao vivo e a cores.

...Em pensar que possíveis fãs da banda hoje, adotam uma postura conservadora, batem continência pro governo, militares e religiosos, alguns, inclusive, alinhados a discursos fascistas de extrema-direita...