26 de outubro de 2020

MAW, ao vivo & a cores



“Com a proposta de fazer rock'n'roll casca grossa, sujo e barulhento. Bebendo direto da fonte dos primórdios do rock'n'roll, completamente embriagados sob a influência do Motörhead e Venom, surge a MAW!” 

MAW, nova banda no cenário soteropolitano e já com história para contar, mas, como ainda não os vi em palco, ao vivo e a cores, saí dos meus relatos para compartilhar um feito pelo integrante Allan Faislon (b/v) sobre os shows: 

"Nosso primeiro show foi no dia 25/05/2019, na sede do Nefastos Motoclube. Já tínhamos feito um ensaio aberto (com nossos grandes amigos e familiares SEMPRE apoiando!) em janeiro, no estúdio onde ensaiávamos, mas não tinha rolado nada "fora de casa" até então. Foi muito empolgante pra gente, nós sentíamos essa vontade de tocar há meses e era muito difícil de arrumar alguma oportunidade sem ter um material gravado. Quem conseguiu colocar a MAW nesse som foi o nosso guitarrista Icaro, que, na época, também era o baixista da Act of Revenge (a banda principal da noite). A partir de então começa uma história MUITO FODA de amizade entre MAW e Nefastos Motoclube. 

O nosso segundo show também acontece na sede do Nefastos, nós ainda tocaríamos lá mais muitas vezes antes de chegarmos ao Palco do Rock 2020. Gravamos também nosso clipe 'Bleeding'n'Dying' na sede do Nefastos, num trabalho de Marcus que é VP do clube. Também fizemos shows incríveis no Buk Porão (ouvi que um cara quebrou o braço num mosh da MAW lá, espero que esteja tudo bem com ele hoje), que também nos abraçou demais, tanto o chefe Márcio, quanto o público e as outras bandas. 

Falando em amizades eu vou destacar aqui caras que nos deram e dão muito apoio, nos ensinam e colocaram a gente em outros shows como os irmãos da Cães, Carburados, Invertebrados, 4stones e Soulwind. São muitos outros irmãos também de outras bandas que, por enquanto, ainda não tivemos a oportunidade de tocar juntos, mas nos inspiram e ensinam bastante! 

Voltando ao caminho para o Palco do Rock (PDR), nós tocamos no 'Brutal Core City Fest', lá no engarrafamento grill (foi nosso terceiro show, nossa primeira participação num fest, muitas bandas e shows o dia inteiro), também tocamos no "Rock das Crianças", na sede dos Estradeiros Sem Limites MC (sempre juntos!!!), Puleiro do Rock, 30 Segundos Bar (um salve Aníbal que deu muita força e nos apresentou ao Clube dos Bons Sons) e Eddie Caldos e Espetos (também uma satisfação imensa tocar lá, conhecer e ter o apoio de Benson e Dani). 

Tocar no Palco do Rock foi uma realização muito grande! Uma galera boa colou mesmo nós tocando na abertura, foi o primeiro show da MAW numa estrutura tão grande e profissional. A realização de um sonho e um passo importantíssimo na carreira banda!"

Na sequência, a MAW ia tocar no The Other Place, em março, porém, o evento foi cancelado no contexto da pandemia de Covid-19. No aguardo da vacina, que em breve possam retornar aos palcos!




Quero deixar aqui nosso agradecimento também a todos amigos, família e ao nosso público INTEIRO, afinal “VOCÊS QUE FAZEM ESSA PORRA AQUI”, sempre chegamos com sede de sangue pra botar 120% da alma ali pelo Rock’n’Roll e a galera agitando transforma esse speed em 666%! 
Tamo babando de saudade!!!


A banda Maw é formada por Allan - baixo e vocal; Icaro (Calango) - guitarra e backing vocal e Victorman - bateria. Contatos nas redes sociais Instagram @666maw; Facebook  /666maw e Youtube Maw666 .

23 de setembro de 2020

Headhunter, Thrash Massacre e Metralion (RJ), 1989

 

A capa do álbum “A Mosh in Brazil”, que possuo uma cópia usada e autografada, faz uma alusão ao público em shows, e foi o começo de um diálogo com Roberto, baterista da banda:

"Essa capa ficou muito boa. Foi o desenhista da Rock Brigade que fez, J. A. Torquato, que, na época, era um moleque metaleiro como nós. O clima era outro e muito melhor e não é saudosismo,” disse.

Salvador, 1989. Ávido por shows, Estevam, da loja Maniac, entrou em contato com Antônio Pirani, da revista Rock Brigade, que lhe indicou o Metralion, que possuía dois álbuns - “Quo Vadis”, e o, à época, lançado, “A Mosh in Brazil”. Banda com boa repercussão na cena carioca.

Havia dificuldades na realização de eventos com bandas de outros estados. Era tudo muito caro, mas a vontade e experiência, ao vivo e a cores, dos shows, superava tudo. Lord Vlad (v/b da Malefactor), como público, ressaltou ainda que, apesar dessas dificuldades, essa foi a fase em que mais bandas fora da Bahia tocaram em terras soteropolitanas: “vi Metralion, P.U.S., Overdose, Cólera, Taurus... Tudo na mesma época.” Foi nesse contexto que a banda convidada, com Roberto (d), Rica (v), JP (b) e Alex Cavalcanti (g) na sua formação, teve Salvador agendada na turnê "Mega Moshin".

Já em terras soteropolitanas, a banda passou por um episódio com skinheads - nada grave, proveniente de uma rixa que existia com headbangers e era comum naqueles tempos... Cheguei a temer possíveis confusões em alguns shows, no início dos anos 90, mas já eram bem menores as incidências...

Na noite de 03 de junho, no Teatro de Nazaré, o palco foi tomado pelo público. Todo mundo queria participar, mosh, stage diving, agitar com os músicos, era tudo muito intenso. Apresentaram-se as bandas Headhunter, Thrash Massacre e Metralion. Esse show eu perdi. 



Cartaz do show, arquivo @90underbahia.


7 de julho de 2020

Soulz Project: precisamos estar cada vez mais unidos para que a cena continue de pé



Soulz Project (RJ), projeto na linha musical prog rock/metal do tecladista, produtor e compositor, Charles Soulz, teve lançado, ao final do mês de fevereiro, um pouco antes de entrarmos em isolamento social, o seu primeiro EP - "Reprog". Disponível nas mídias digitais, constará, em breve, também, novo single,  anunciado para o dia 31 deste mês. Charles comenta um pouco sobre o seu trabalho em plena pandemia de Covid-19:

Eu toco em 8 bandas como free-lancer (sideman), além de ser oficialmente do Imago Mortis e ter meu próprio trabalho solo, então imagina como fiquei nessa pandemia?! Hahaha! Muitos shows cancelados/adiados...

Tenho feito alguns trabalhos de mixagem e masterização (meu home office) e compondo músicas para alguns artistas de outros países, mas, de qualquer forma, a receita caiu bastante. Assim como a era digital mudou a forma como ouvimos música, acredito que estamos caminhando para uma nova forma de “ver” música também. Shows virtuais cada vez mais reais, e acho que é uma boa alternativa. Infelizmente, todo o calor humano vai sendo substituído pelo “distanciamento virtual” - nossa saúde e nossa segurança cada vez mais em risco - inclusive falo sobre isso em uma música que estará no meu próximo álbum.

Precisamos estar cada vez mais unidos para que a cena continue de pé. Temos visto shows “drive-in” com ingressos caros e sempre esgotados, mas isso se aplica mais ao mainstream. Dificilmente teremos condições de trazer esse formato para o underground. Então vamos nos virando virtualmente.
Tenho participado de alguns festivais online (Roadie Crew, Heavy Talk, Forchaos) e acho muito válida essa iniciativa, pois mantém a cena em movimento e dá oportunidade a bandas e artistas menores com grandes qualidades...

Falando em apoio queria agradecer as páginas Keeper of Metal, Metal Supremacy, Metal Na Lata, Soldados do Rock, Nina do programa Metal Brazil, Roadie Metal pelo apoio nas divulgações e, claro, à página Ao Vivo & A Cores pela oportunidade, além de todo o apoio à cena.

Só pra finalizar, novo single sai dia 31 de Julho em todas as mídias digitais. Falarei mais em meu Instagram @charles.soulzkey

Muito obrigado e Stay safe! Stay prog!


14 de junho de 2020

Domingo Hendrix

“Trinta de agosto de 70. Ilha de Wight, perto de Londres. Exatos 18 dias antes de morrer, Jimi Hendrix fez a Terra trincar em seu último show. Assistindo, entre outros, Miles Davis, a banda The Doors, Gilberto Gil e o cineasta Rogério Sganzerla. Desaparecidas num laboratório em 70 e finalmente encontradas em 96, TRIP conseguiu comprar as únicas fotos inéditas da última apresentação do maior gênio do rock.”

Na matéria, além das fotos, um belo relato do show, assinado pelo cineasta Rogério Sganzerla e, ao final, uma entrevista com o fotógrafo Hiett, por Jay Harrison, na qual ele afirma que não se lembrava das fotos: ``Eu devo ter apagado. Eu não sei, eu não me lembro. Sabe aquele clichê, `se você se lembra dos anos 60, então você não estava lá'?''.

@vivoacores⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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 @vivoacores
Mais de 600.000 pessoas lotaram a Ilha de Wight (Inglaterra) para testemunhar Jimi Hendrix, ao vivo & a cores. Ele morreria apenas alguns dias depois, aos 27 anos de idade. O “Festival da Ilha de Wight” foi o último de 3 consecutivos que aconteceram entre 1968 e 1970, tendo sido o maior da sua época, segundo o Guinness. Artistas como The Doors, The Who, Miles Davis, dentre outros, também se apresentaram. ⠀⠀⠀⠀
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Os organizadores, os irmãos Ron Smith e Ray Foulk, não esperavam um público tão grande e tiveram alguns problemas logísticos como o transporte das pessoas até a ilha. Festivais desse porte ficaram proibidos lá por 32 anos, uma vez que moradores locais se opuseram à realização dos mesmos.⠀⠀⠀
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45 anos depois, uma homenagem prestada ao guitarrista, na nova edição do “Festival da Ilha de Wight”, contou com uma multidão vestindo máscaras de Jimi Hendrix. Os organizadores esperavam quebrar o recorde mundial de “muitas pessoas usando máscaras de uma só vez” e, ao fazê-lo, arrecadaram dinheiro para a instituição de caridade “WellChild.”
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E, esse ano, devido ao momento atual, o Festival foi adiado para os dias 17 e 20 de junho do ano que vem, e terá como atrações principais Lionel Ritchie e Duran Duran. ⠀
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 @vivoacores
O álbum póstumo de Jimi Hendrix, “Valleys of Neptune,” gravado entre 1967-1970 e lançado em 2010, teve para a sua terceira faixa, “Bleeding Heart”, a produção de um videoclipe. Feito exclusivamente para o lançamento do álbum, o cineasta Julien Temple 'fantasiou' Jimi Hendrix se apresentando no “Festival de Glastonbury” (Inglaterra), incluindo Michael Eavis, fundador do Festival, ao final do clipe, dirigindo um caminhão.
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O "Festival de Glastonbury" foi o segundo maior festival de música a céu aberto, influenciado, especialmente, pelo “Festival da Ilha de Wight”. Agora em 2020, comemoraria, ao vivo & a cores, os seus 50 anos, mas foi cancelado devido à pandemia de Covid-19. No entanto, além de playlists personalizadas no Spotify, haverá uma série televisa retratando a sua história, na BBC. E palcos do Festival terão versões virtuais com vários ambientes, pistas de danças e arte visual. Todos os fundos arrecadados durante o evento irão para instituições de caridade como “The Big Issue” e a “Anistia Internacional”.
@vivoacores
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Steve Hiett (1940-2019) foi um fotógrafo, músico, artista e designer gráfico. Quando ainda estudante de design gráfico e fotografia, tocou em uma banda chamada ‘Pyramid’ e dessa experiência passou a fotografar Jimi Hendrix nos bastidores, na década de 70. Como fotógrafo, ele desenvolveu um estilo próprio, tendo fotografado diversas celebridades, além de Hendrix, e trabalhado em revistas de renome. Na página oficial dele, o seu legado.     



Arquivo pessoal. Revista Trip Ano 10, n. 53 / 1997.


12 de junho de 2020

Ao Vivo & A Cores, Fulvio Viegas, produtor e músico

Músico e produtor, Fulvio Viegas comenta um pouco a sua história e sobre o momento atual em que vivemos. Estive presente no seu último evento, o "Macabre Ritual: Act 3", no dia 11 de janeiro, quando nem sonhávamos sobre esse isolamento social... Mais um depoimento de grande importância para todos nós que frequentamos shows e ansiamos por estarmos ao vivo & a cores celebrando a música! Confiram:
A imagem pode conter: Fulvio Viegas, selfie e close-up

Sobre o retorno dos eventos underground em Salvador-BA

Sim, já vivemos a época áurea de eventos underground em Salvador!!!
Em breve retorno ao passado, os soteropolitanos freqüentavam os eventos em sua totalidade de público, casas cheias, e nelas um público que estava inserindo na capital baiana uma nova cultura, a cultura underground. 
Eu comecei a freqüentar eventos em Salvador no ano de 1994, em shows que me permitiam entrar, pois era menor de idade, possuía apenas 14 anos. No entanto, ainda muito jovem percebia que seria algo para uma vida toda, e já entendia que estar presente aos eventos faria aquele movimento (chamado de cena metal de Salvador), perdurar durante décadas.

Ainda no início das minhas atividades como participante da cena me interessei em tocar guitarra e formar uma banda, e então formei a Sadness Doom (Doom Metal), em 1995. Neste mesmo ano fui convidado para tocar no Mortius (Black Metal), banda oriunda do desmembramento do Chemical Death, fiz alguns shows e a banda deu uma esfriada... Durante o Palco do Rock de 1999 fui convidado para participar da Eternal Sacrifice, banda de Black Metal de Salvador, onde fiz amigos para uma vida. E nessa passagem pela E.S. produzi alguns eventos, onde a capacidade do local ultrapassava os seus limites, e um dia tivemos que interromper o show da E.S. na segunda música por não ter condições de tocar: o local estava lotado e o público muito agitado. O público estava sempre presente em eventos em Salvador, fui no Rock in Rio Café, lotado, e, grande detalhe, só tinha banda baiana tocando nesse dia (mais de mil pessoas). Ao passar dos anos, vi que esse público foi reduzindo, e hoje quando temos um evento com 150 pessoas achamos muito, é uma pena. Mesmo com essa realidade chegou a pandemia do COVID-19, que fez parar produções de eventos (eu tinha um evento programado pra julho/agosto), e outras atividades relacionadas.

E agora com a pandemia? Como será esse retorno?

São indagações importantes para esse momento mais que delicado em nossas vidas. A pandemia no Brasil, por mais que alguns prefeitos e governadores tentem controlar, observamos o descontrole. Não temos transparência nos dados divulgados em boletins epidemiológicos, e nem respostas concisas sobre o problema, nem, muito menos, uma previsão de quando isso irá acabar. Tenho certeza de que o público de Salvador deve estar ansioso para ir a qualquer evento que seja, mas, isso pode se tornar um risco eminente para o público e seus entes mais próximos. Acho um equívoco retornar imediatamente às atividades públicas, em todas as áreas, pois há o risco de uma segunda onda da pandemia. Posteriormente à pandemia, podemos observar duas vertentes de públicos: aquele que irá voltar a valorizar os eventos e estará presente nos próximos, fortalecendo a cena underground no seu retorno pós-pandemia, valorizando a vida e amigos como seu bem maior, ou teremos aqueles que continuarão sem participar, ou por vontade própria ou com medo do COVID. Acredito que pequenos eventos em locais ao ar livre podem ser indicados para o retorno das atividades, no entanto, Salvador carece de locais, mais um fator/problema para a realização do retorno às atividades, além dos custos altos para realizar um evento de qualidade. Acredito que podemos encontrar uma forma viável de realizar eventos com maior nível de segurança possível para o público, visando a permanência da cultura underground, saúde e bem-estar de todos.

Link para o Instagram na imagem abaixo:



4 de maio de 2020

Ao vivo & a cores, Luciano, da Erasy!


Luciano Penelu, da banda Erasy, comenta um pouco sobre o momento atual e o novo álbum, que será lançado digitalmente no próximo dia 22 de maio. Doom on!




Concluímos as gravações do nosso novo disco no final do ano passado. Já contávamos com as dificuldades triviais da cena: distribuição, lançamento, etc. Tínhamos uma data para tocar em Salvador no começo de Abril. Uma data em Maio em Feira, com Nervochaos. Cogitávamos uma mini tour de lançamento, negociávamos umas datas em São Paulo para o meio do ano. Seguíamos planejando.

Então, veio a pandemia. E veio avassaladora. Tudo ficou em suspensão e passamos a buscar maneiras de prosseguir com o lançamento - afinal, o disco está pronto, e ficar com ele engavetado não nos pareceu uma boa ideia. Decidimos lançar digitalmente, e já temos uma data: 22 de maio. O lançamento físico deve ocorrer no segundo semestre, e sairá por quatro selos, baianos e nacionais.

Tocar ao vivo, e mesmo ensaiar, parece agora uma realidade muito distante. Como ninguém tem certeza de nada, não estamos fazendo planos neste sentido. Esperamos, sim, que tudo isto passe, e que a vida (e o underground é parte substancial de nossas vidas) retome um curso mais ou menos normal o quanto antes.

Nosso novo disco, “Some nice flowers”, foi composto e gravado com muito esmero. Chegamos ao peso e à visceralidade que gostaríamos de atingir, e contamos com o apoio e o profissionalismo de André T para tanto. A experiência de gravar com ele, de discutir timbres e sonoridades e de utilizar algo do seu incrível conhecimento musical foi ímpar e engrandecedora. Contamos também com a participação de Edmar Oliveira da The Crypt em uma das faixas do disco, e essa também foi uma ótima experiência.

As composições deste disco falam da existência humana, de como ela pode ser vista por ângulos diferentes a depender do observador, de como ela pode ser terrível e bela ao mesmo tempo, um fardo ou uma dádiva, obra do acaso ou do destino. A arte do disco ficou a cargo do grande Alcides Burn, que conseguiu capturar muito bem as referências que utilizamos.

Agora, o foco é lançar o disco e, assim que possível, voltar a ensaiar e preparar um show de lançamento impactante. O disco, para mim, é um marco na nossa trajetória, e, ao vivo, deverá ser executado da mesma maneira, visceral e intenso.  Por enquanto, é tentar conter a ansiedade. Sigamos pelo caminho da perdição, enquanto é possível!

The show must go on and on - II

Parte Dois


"Evita o mundo, é só um montão de pó e lixo que afinal não significa nada." Jack Kerouac


Sim, o show tinha que continuar, mas as primeiras linhas no diário, apesar de conterem o clichê animado de “adeus Ano Velho, feliz Ano Novo!”, não representariam o meu ano de 1992Estava entendiada e apática ao mundo. O verão de 1992 começava com o tempo nublado pra mim, era sonhadora e com uma inquietação interior que tinha na porta do quarto, o óbice, e o meu corpo já se prostrava feito um cadáver. 

Só anos mais tarde entenderia a magnitude daquele ano e o viveria ao vivo e a cores. 30 de junho, não fui pra aula e passei o dia gravando fitas cassetes para minhas amigas. Enquanto isso, a banda alemã Blind Guardian lançava o “Somewhere Far Beyond”, quarto álbum de estúdio. Acredito que os tenha ouvido pela primeira vez em 95-96, com o  lançamento do "Imaginations From The Other Side". A banda tocou no ano de 1998 em Recife - PE, e eu não fui, mas enviei, através de amigos que foram, a edição em papel do Words of Metal Zine, que trazia uma resenha sobre a discografia da banda, escrita pelo amigo Antônio Melo. Em resposta de agradecimento, a banda teve o cuidado de enviar-me um cartão-postal da Argentina, que guardo com muito respeito e carinho:





Obituary lançava o álbum “The End Complete” na data de 22 de abril. Aqui no Brasil, a TV Bandeirantes transmitia o Tributo a Freddie Mercury, com o qual eu iniciaria a data assistindo. Vi duas vezes o Obituary, uma no W.O.A (2005) e outra em Salvador-BA, minha terra natal, onde dividiram o palco com a banda baiana Malefactor. Falar no Obituary e nesse álbum, eu associo imediatamente ao baterista da banda Carnified, Vicente Azevedo, meu amigo e compadre! 

11 de maio. Comecei o dia, ainda noite, vendo filme na TV, e cheguei ao seu final, recebendo notícias de turnê da banda Headhunter DC por telefone. Poderia ter acrescentado ao dia a leitura de "Childhood's End", de Arthur C. Clarke, antecipando a música título desse livro que constaria no álbum de estúdio lançado nesta data, “Fear of the Dark”, pelo Iron Maiden. Como já comentado em outro relato, apesar da saída de Bruce Dickinson da banda após a turnê, com o seu retorno em 1999, pude vê-los com Dickinson, ao vivo e a cores, em 2001, no "Rock In Rio" (Rio de Janeiro - RJ). O Iron Maiden foi a banda-motivo para eu viajar com 18 anos para São Paulo, para o festival "Monsters Of Rock", em 1996. Foi quem abriu as portas para um futuro repleto de shows na minha agenda pessoal: eu podia ainda ver as bandas que gosto, estava em tempo! 


22 de maio, dois dias após o meu aniversário, o My Dying Bride lançava o seu primeiro álbum, “As The Flowers Withers”.  Lembro-me de quando ouvi, da sensação de novidade, do nome diferente da banda, da capa, do início perturbador e sombrio do lado A, do peso e da música "Sear Me", que ficaria sendo recolocada para ouvir, sem preguiça alguma de me levantar da cama e reposicionar a agulha para o seu início. 16 anos depois, viajei para a Espanha, para ver, ao vivo e a cores, o My Dying Bride (Festival Atarfe). Conheci o vocalista Aaron Stainthorpe e o guitarrista Andrew Craighan e fiz questão de dizer: "vim do Brasil para vê-los tocar." Cinco anos depois, eu viajaria para a Argentina para mais um show deles, numa casa pequena, uma experiência única que uniu a hospitalidade de Buenos Aires e a beleza da Patagônia Argentina à trilha sonora do MDB. Senti-me realizada.


Com amigos headbangers e a banda Monstrosity.

Megadeth, eu mal havia sido apresentada à discografia excepcional da banda, e esta mudava a sua linha sonora, mas ainda me agradava, com o álbum "Countdown to Extinction" (14/07/1992). Vi a banda apresentar-se no "Monsters of Rock", 1998, em São Paulo - SP. Gostei mais do show deles, de abertura para a banda Black Sabbath, em 2013. O grupo Monstrosity apresentava-nos o “Imperial Doom”. Esse álbum, eu ouvi pela primeira vez na loja Blood, indicação de Cezinha, dono. Todos os ouvidos direcionados para a monstruosidade que era o baterista Lee Harrison! Do álbum levado para casa à viagem para Recife-PE para vê-los, ao vivo e a cores. 

Da Holanda, o grupo Gorefest lançava "False". 15 de outubro de 1992, uma quinta -feira, no diário, palavras empoeiradas numa página já amarelada, sem nenhuma recordação que represente algo de substancial. Sei que ouvi muito esse álbum e tive a oportunidade de vê-los no Wacken Open Air (W.O.A.), em 2005, exatamente no ano em que se reuniram para retornar aos palcos. Em 1992, mal sabia que me tornaria ouvinte assídua desse disco, nem muito menos que, 13 anos depois, estaria cantando e batendo cabeça ao seu som, em terras alemãs. O Gorefest, com um visual diferente - dark, um show curto e de dia, mas muito bom. Sobre o "False", Jan-Chris (vocalista/baixista) comentou numa entrevista "tudo o que eu sempre sonhei! Tudo se encaixou nesse álbum, nas músicas, na produção, na vibe da banda e em um novo selo, o então relativamente pequeno Nuclear Blast." Fato.

E Vital Remains – “Let Us Pray”. Recentemente, conversando em chat com Luiz Lozano, ele disse: "todos comentavam que você tinha o adorado 'Let Us Pray' em CD... Acho que, na época, você foi a única a ter esse material nesse formato." Era difícil arranjar material, muito diferente do universo de downloads proporcionado pela Internet. Desses petardos lançados em 1992, outros grandes álbuns ainda estavam por chegar ao nosso conhecimento, às prateleiras, aos nossos ouvidos. 

Na cena underground, fora das mídias disponíveis que falavam sobre Heavy Metal, já havia desperto em mim um interesse mais "jornalístico" sobre as bandas locais e o cenário em si, e, assim, vinha fazendo clipping sem nem saber o que era isso e que estava fazendo... Àquela altura, já era assinante da revista Rock Brigade, e comprava outras revistas em bancas também. Não tinha acesso a fanzines, mas conheci um rapaz, Samuel, que possuía alguns exemplares e foi assim que tive o meu primeiro contato com aquele formato mais artesanal. Sem a Internet, era tudo diferente. Ficava sabendo das coisas no contato pessoal, nas lojas undergrounds - que serviam como point de encontros fora dos shows, e através dos jornais em papel, das revistas e dos fanzines, um ou outro programa na televisão e MTV - para quem tinha acesso, que não era o meu caso, a não ser por gravações em fitas VHS. Nada de notícias atualizadas em tempo real. E como demoravam, a expectativa e a novidade tinham um impacto maior também.   


Acompanhei o Hollywood Rock pela televisão.
Acervo Folha de São Paulo / 1992. 

A tribo urbana dos “metaleiros” foi o meu ticket de transição infanto-juvenil. Percebia a tribo na qual estava inserida, tinha um olhar próprio sobre ela, e entendia que não era um estilo de música para todos os ouvidos... E sei que, talvez, a cena undeground, nem fosse para mim: eu morava num bairro nobre e estudava em escola particular, meu pai levava-me para os shows na porta, era menina e obesa. Contudo, nada me impediu de seguir trilhando o meu caminho sempre em busca de shows. Travava uma luta interna e externa com conhecimento musical e postura do que eu entendia ser uma “metaleira”, o que acabou falando mais alto do que o meu gênero em si - a cena era composta mais pelo público masculino.

E, sim, um feliz ano velho, visto que nada de novo aconteceu sob o meu sol soteropolitano em 1992. Talvez a terapia que fiz por uns meses, o fato de eu ter largado os estudos no segundo semestre; de, apesar da pouca idade, já frequentar, ainda que esporadicamente, bares e consumir bebidas alcoólicas, e o meu primeiro showNa escola, entrei para a turma do fundão: com o fone do walkman e munida de fitas cassetes, desligava-me da sala de aulaUm início de ano apático, sombrio e, no terceiro mês, iniciado o outono, próximo de fazer 14 anos, tive a minha primeira experiência negativa com o consumo de álcool, e uma bela ressaca no dia seguinte... Apesar da decepção familiar e de ter sido vista pelas mães das amigas como má influência, sobrevivi, sobrevivemos... Cristiane F. assustáva-nos com a sua autobiografia. As drogas lícitas eram uma forma de transgressão, de autoafirmação, de identificação, de diversão. O Rock, a forma de expressão. A terapia, uma tentativa de agradar os pais. E os estudos, adolescer estava sendo uma fase de conflitos, repleta de paixões, descobertas e recolhimento.

Se o ano começava “ressaqueado”, terminaria o ano lamentando por não ter podido ir ver o “Fear of the Dark Tour” e pedindo licença, na véspera do Natal, aos familiares que se encontravam na minha casa para ir para um show. E assim fui “escoltada” até a porta do evento pelo meu irmão e primos, para o que considero ter sido o meu primeiro show underground: “Natal na Kripton”. Arrisco dizer que meu irmão já não se interessava mais por shows de Rock e, como o meu gosto musical definiu-se mais para um som pesado, houve esse distanciamento entre nós e meus primos também... Isso só veio a fortalecer a amizade com pessoas de interesse musical em comum.



Naquele ano, na Concha Acústica, marquei presença na homenagem a Raul Seixas, no evento “O Baú do Raul”, com apresentações de Marcelo Nova, Os Panteras, Sérgio Sampaio, Metamorfose Ambulante e Doctor No (10/10/92). Também vi, ao vivo e a cores, o inusitado evento que reuniu Maurício Matar na mesma noite que o Diário Oficial e o Titâs, no Clube Bahiano de Tênis (12/12/92). Fui a um show no Bambata (21/11), onde tocaram bandas selecionadas de mostra de Som de algum colégio, Úteros em Fúria e banda Bizz; evento este em que conheci Maurão, vocalista da Úteros e Leo Barzi, baixista da Mercy Killing. Vi também Úteros em Fúria e Strangers, na Kripton (26/11/92). 



A cidade do Rio de Janeiro sediava a “Eco – 92”, chamando a atenção de todos nós para as questões ambientais. No Estado de São Paulo, o “Massacre do Carandiru” e o assassinato da atriz Daniella Perez horrorizavam-nos pela violência. Na política, Fernando Collor de Mello fazia-nos o favor de renunciar à Presidência da República ainda com o processo de impeachment em andamento, e o seu vice, Itamar Franco assumia o cargo.

“Adeus Ano Velho, feliz Ano Novo”, esse ditado ficara engasgado na folha de papel do primeiro dia, e, no do ano seguinte, deleitava-me era com o “Feliz Ano Velho”, lido em menos de 24h. “Meu futuro é uma quantidade infinita de incertezas.” O de todos nós, Marcelo...  


26 de abril de 2020

Sobre o documentário "Pesado"

Conheci Wilfred Gadêlha no @dopesmokefestival , 2019, ao vivo & a cores, e entrei em contato com ele a fim de saber a quantas anda o documentário "Pesado" em meio à pandemia...


Por Wilfred Gadêlha *


O documentário Pesado - Que Som É Esse Que Vem de Pernambuco foi produzido entre 2016 e 2017 com financiamento do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), ligado ao governo do Estado. O filme de 100 minutos foi dirigido por Leo Crivellare e com roteiro e argumento meus e produção da Jaraguá Produções.

Estreamos em outubro de 2017, na mostra Play The Movie, no Cinema do Museu, da Fundação Joaquim Nabuco, com casa lotada. Também participamos de outros festivais e mostras, como a Sacoleja (onde lotamos os quase mil assentos do tradicional Cinema São Luiz, no Recife), Mostra Canavial (Goiana, Pernambuco), Monsters of Metal (Belo Horizonte), Mostra Pajeú de Cinema (Afogados da Ingazeira-PE), In-Edit (São Paulo), Mimo (Olinda-PE) e Festival de Cinema de Caruaru, onde recebemos a menção honrosa de melhor filme. Também tivemos duas exibições na Rede Globo Nordeste e TV Pernambuco.

Um pedido antigo de quem viu e até de quem não viu, o DVD foi viabilizado por meio de uma campanha de financiamento coletivo, com produção da Pesado Filmes e colaboração dos selos Your Poison Records e Óliver Discos. Foram 500 cópias, das quais 116 exclusivas para os colaboradores. Fizemos dois lançamentos: no Recife, em 25 de janeiro, com exibição do filme e shows de Realidade Encoberta, Pandemmy e Pesado DJ SET (projeto de discotecagem que integro), e em Caruaru, em 8 de fevereiro, com shows de Snake Blood e Storms e apresentação do Pesado DJ SET.

O tempo entre a finalização da campanha e a produção dos DVDs terminou sendo um problema, pois a fábrica que produziu o material fica em Minas Gerais e foi prejudicada pelas fortes chuvas de janeiro e fevereiro. Só realmente iniciamos a enviar os DVDs após o Carnaval e, pouco tempo depois, fomos pegos pela pandemia. Então, sim, o corona nos prejudicou muito, uma vez que a maioria dos DVDs são enviados pelos Correios e isso implicaria em saídas sistemáticas. Como integro grupos de risco da doença, suspendi os envios por pouco mais de um mês. Retomei na semana passada e já estamos com 95% dos DVDs e recompensas (camisa, livro Pesado - Origem e Consolidação do Metal em Pernambuco e cards) já nas mãos dos colaboradores. Isso é muito bom. Por outro lado, outros produtos que previmos, como uma camisa especial com tiragem limitada e bottons, estão em pause - os bottons até estão prontos, mas acreditamos que melhor segurar mais um pouco.

Agora, estamos em outra fase: a da venda dos DVDs apenas, sem as recompensas. Para driblar o problema da falta de shows (onde eu contava com a venda de DVDs), tenho trabalhado muito na divulgação via redes sociais, seja por meio de publicações seja com a realização e participação de lives. Tenho restringido a ida aos Correios a uma vez por semana.  

Foto: Hugo Muniz.

Sobre o que vai vir por aí, ainda é uma incógnita. Acredito que devemos seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde e das autoridades sanitárias que adotaram essas medidas de restrição.  Show é aglomeração de pessoas e isso é um vetor importante para a contaminação. Há teses de que os shows possam voltar a acontecer, mas de maneira diferente: com limitação de público, adequação às normas sanitárias, em locais abertos. Mas qualquer opinião fora do espectro científico é especulação e pode dar vazão a falsas expectativas ou comportamentos arriscados, como a ingestão de cloroquina e até mesmo detergente, como ocorreu essa semana nos EUA após uma fala irresponsável do presidente Donald Trump. Nada muito diferente do que estamos vivendo aqui, em nível nacional.

Como também integro o mercado do audiovisual, outro bastante atingido pela pandemia, tem sido difícil, mas, por outro lado, a mente se vê “obrigada” a sair da zona de conforto e viabilizar ideias e projetos diferentes e adequados ao momento. Por mais que seja tentador, não é hora de pensar em si próprio, mas sim no coletivo: ficar em casa não protege apenas a você mesmo mas as pessoas que você ama e as que você não conhece.  Então, fica em casa.
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Foto: Hugo Muniz.






* Wilfred Gadêlha é jornalista, escritor e roteirista. Como músico, integrou como baterista e vocalista bandas importantes do cenário pernambucano, como Cruor, Câmbio Negro HC, Will2Kill, Dark Fate e Cérbero. Escreveu o livro Pesado - Origem e Consolidação do Metal em Pernambuco (já em sua segunda edição). Também é apresentador do programa de rádio Pesado - Lapada Para Todos os Gostos e tem atuado em projetos audiovisuais em diversas frentes, como pesquisa, roteiro e direção.




Clique na imagem para ir para o Instagram.

16 de abril de 2020

Ao vivo e a cores, Gabriel, da Dressed to Kill!

Entrei em contato com Gabriel Gonçalves, da Dressed to Kill (Kiss Cover), no mês passado, e lhe pedi um depoimento sobre a sua banda cover e expectativas de ir ver o Kiss, em SP. Tinha reservado o dia de hoje para fazer um post no Instagram - @vivoacores, exatamente um mês antes do show.... Mal sabíamos que a pandemia de Covid-19 chegaria isolando a todos e cancelando e/ou adiando eventos. A princípio, o show está reagendado para 14/NOV, mas, por ora, sabemos que talvez nem role... Segue o depoimento: 

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11 de março de 2020

Ao vivo e a cores, Jorginho, King Cobra!


Diferente da maioria dos vocalistas, tive uma ascendência contrária, comecei com o autoral e, após um período como baterista (anos 80/90), iniciei como vocalista como uma brincadeira, "imitando" grandes nomes do Metal e Hard Rock mundiais em projetos pequenos e bandas de garagem. Nesse período, entrei como vocalista da banda Gridlock e na fase terminal da banda me juntei a Martin Mendonça (Pitty) pra formar a King Cobra com o intuito de tocar os grandes clássicos do rock mundial nas noites de Salvador, com propósito de fazer grana, já que antes de nós não havia banda cover de clássicos, apenas algumas que tocavam bandas específicas, mas não faziam repertório variado com tema exclusivamente internacional e mais pesado. O aprendizado que se dá tocando por muitas vezes, quatro vezes na semana, é indescritível, aliado a algumas aulas de canto e muitas noites de preparo físico e mental -deteriorados pelo hedonismo dos momentos inesquecíveis, une-se o prazer indizível de poder executar (ao meu modo) todos os meus ídolos vocalistas e ao mesmo tempo subir aos palcos com músicos de minha maior admiração. Nomes como: Dio, Gillian, Hughes, Coverdale, etc..., aliam-se a músicos/amigos que sempre admirei e sonhava em tocar junto, tais como: Oyama Bittencourt, Martin Mendonça, Ricardo Flash, Paulinho Oliveira, Denis Carvalho, Cristiano Macchi, Eduardo Rios, Albertinho Carvalho, e um incontável número de artistas que tive o prazer de fazer uma música ou duas em convites especiais, como Jerry Marlon, Pitty, Adelmo e Alvaro Assmar, Ricardo Primata, Joel Moncorvo, etc... Enfim, viver, mesmo que de fantasia verdadeira, o universo dos aclamados vocalistas de todas as eras douradas do Rock, me parece um sonho que não quero acordar tão cedo e, se depender de mim, o sonho continuará até eu não poder mais sonhar acordado e poder dormir tranquilo em saber que meu sonho, sim, foi realizado!

5 de março de 2020

Estava escrito no jornal, anos 90

@vivoacores
Uma carta enviada, pelo meu pai, a um jornal baiano, nos anos 90. Critica a truculência de seguranças que abusaram do poder agredindo uma parte do público presente, num show do Camisa de Vênus que presenciei, ao vivo e a cores.

...Em pensar que possíveis fãs da banda hoje, adotam uma postura conservadora, batem continência pro governo, militares e religiosos, alguns, inclusive, alinhados a discursos fascistas de extrema-direita...